Um punhado de nomes

Foto: Agência Brasil

O Paulinho da Força já tá se virando para explicar o esquema no BNDES. A primeira versão que apresentou ao corregedor da Câmara é a mais tradicional das anedotas no troca-troca gostoso do poder: “perseguição política”. Na conversa que teve com o Ricardo Tosto, testa-de-ferro da Força no banco estatal, Paulinho disse que ia descobrir quem está por trás da operação que detonou o seu esquema. E afirmou para o corregedor: já tá investigando quem são os sacanas. “Um punhado de nomes”, disse. Quero só ver os coelhos que vão sair dessa cartola.

Enquanto isso, o Tosto tá querendo levar a ação penal para o STF. Diz que é porque tem parlamentar na jogada (olha o Paulinho aí de novo, impressionante!). Só esqueceu que testa-de-ferro não tem foro privilegiado, pelo menos enquanto não editarem uma medida provisória dando esse privilégio. Se tem político do Congresso no esquema do BNDES, o STF cuida depois. O caso do Tosto tem que ser resolvido no foro de pobre, de em-dia-de-semana, mesmo. E a ministra Ellen Gracie concorda comigo.

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